quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Portugal - Itália (1-3)


Em Zurique, a selecção campeã do mundo jogou um pouco desfalcada, mas apresentou, como é seu hábito, um futebol cínico, matreiro e com os seus futebolistas a mostrarem um jogo táctico perfeito. Com os jogadores muito perto uns dos outros, fechando os espaços onde a selecção portuguesa se poderia movimentar, a Itália, mais uma vez, concedeu ao adversário a ilusão da “posse de bola”, sendo o resultado um espelho da forma mortífera como actuou.
Jogo de preparação e de experiências, foi de extrema utilidade para o seleccionado português. Em tempo de observação de jogadores e de ensaios tácticos, algumas conclusões já se poderão começar a tirar.
De facto, o Cristiano Ronaldo da selecção nacional nada tem a ver com aquele futebolista que joga no Manchester United e que pretende ser o melhor do mundo. Pelas suas potencialidades, aos 23 anos, é prematura a sua utilização como segundo avançado ou como nº 10, conduzindo ao enfraquecimento do meio-campo, “partindo o jogo” e provocando um descontrolo generalizado na equipa.
Os dois centrais para além de mostrarem as naturais dificuldades de entrosamento e de “rotinas de jogo” confirmaram o que já se sabia. Pepe tem lugar cativo, no centro da defesa.
A defender mal e a “subir” pessimamente, Paulo Ferreira e Caneira só poderão fazer parte de uma selecção sem ambição.
Raul Meireles, pelo momento que atravessa, confirmou as qualidades evidenciadas no FC Porto, não sendo por simpatia ou favor que, provavelmente, estará nos 23 para o Euro.
O “catalão” Deco demora a adquirir a forma necessária e suficiente para o tornar imprescindível, no onze.
Por ser esquerdino e atravessar um bom momento, Jorge Ribeiro terá, forçosamente, outra oportunidade nos jogos de preparação.
Na frente do ataque é tão dramática a falta de categoria evidenciada pelos ponta-de-lança que, o seleccionador colocando Makukula em campo, parece estar a jogar só com 10 elementos.
No dia 26 de Março próximo, Portugal jogará com um adversário a definir, esperando-se melhores prestações.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Mercado de Inverno ou Mercado de Inferno?


Distantes vão os tempos em que, com a abertura do mercado de Inverno e a entrada de André Cruz, Mpenza e César Prates, o Sporting de Augusto Inácio, conquistava o título nacional, após 18 anos de jejum.
Presentemente, com o plantel sportinguista traçado à imagem do seu técnico, são evidentes algumas lacunas, quer ao nível de opções tácticas quer em termos técnicos, que impedem o clube de disputar os lugares cimeiros das provas em que está inserido. De facto, por muito que a equipa técnica anuncie a existência de um "Plano B", o certo é que, o quadro de futebolistas encontra-se condicionado à utilização, quase exclusiva, da táctica do losango (Plano A) não se deslumbrando outras alternativas, face às características dos jogadores disponíveis. Uma análise simplista ao quadro de futebolistas, à disposição de Paulo Bento, permite ao adepto mais atento, chegar à mesma conclusão.
De facto, não será a falta de capacidade dos guarda-redes que impedirá o Sporting de chegar ao título nacional. Para além da meritória disponibilidade de Tiago para desempenhar o papel de terceiro guarda-redes, existem, dois “keepers” jovens, de grande qualidade e futuro. Rui Patrício e Stojkovic dão garantias mais que suficientes de que a baliza do Sporting se encontra em boas mãos. Compreensível tem sido, também, a opção de Paulo Bento ao entregar a titularidade à jovem esperança portuguesa, “dando baliza”, ao guardião menos rotinado, em detrimento da maior experiência e maturidade do internacional sérvio.
Nas faixas laterais, da defensiva, denotam-se alguns desequilíbrios técnicos que o mercado de Inverno deveria ter colmatado. No lado direito, Abel é, provavelmente, o futebolista que interpreta com mais eficácia a táctica do “losango”, que o “mister” tenta impor. Rápido sobre a bola, com forte sentido de marcação e grande pendor ofensivo tem justificado a chamada à selecção nacional. O seu suplente, natural, Pedro Silva, só agora “está a chegar”, depois de ter sofrido grave lesão que o impediu de lutar pelo lugar. Atendendo à forma que Abel tem vindo a patentear, dificilmente o brasileiro lhe “roubará” a posição. Pereirinha após exibição “soberba” frente ao FC Porto, numa adaptação forçada ao lado direito da defesa, espreita a oportunidade de se afirmar, na “asa direita” da equipa. Devido à sua juventude não seria descabido equacionar-se a hipótese de, na próxima época, “rodar” num clube da primeira Liga.
Depois da imprevisível saída de Rodrigo Tello, o clube não mais encontrou um “back” esquerdo que, desempenhe a tarefa, em termos ofensivos, de forma idêntica à de Abel, no lado oposto. As escolhas não têm sido as mais acertadas e a aposta, constante, em Ronny não tem trazido os resultados esperados. O brasileiro parece ser um jogador sem futuro na equipa leonina. Sem “chama”, lento na recuperação e sem saber colocar o seu forte pontapé, dificilmente atingirá uma bitola elevada, pois a sua margem de progressão tem sido diminuta. Já Marian Had não tem tido muitas oportunidades para se mostrar, ora devido a lesões ora por opção técnica, o certo é que o internacional eslovaco não se tem conseguido impor, nem justificar futura permanência no clube. Espera-se que, o argentino Grimi, venha proporcionar a necessária concorrência ao flanco esquerdo se, eventualmente, não acusar em demasia a falta de “rodagem” e ausência de jogos, após ter perdido, há cerca de dois meses, a efectividade no Siena.
Na zona central da defesa, Tonel tem-se mostrado um jogador esforçado, com grande carácter e entrega ao jogo, mas denotando, aqui e além, algumas carências técnicas que fazem dele “apenas” um bom jogador. Pela importância da posição que ocupa, no terreno de jogo, talvez se exigisse a presença de um profissional mais categorizado no lugar. Categoria é aquilo que não falta ao seu companheiro do lado. Não é por acaso que Anderson Polga é o único campeão do mundo, a jogar em Portugal. Estamos em presença de um futebolista que “aparece” sempre nos grandes jogos, onde os poros da sua pele parecem expelir, para além do suor, classe pura. Por vezes, torna-se confrangedor ver algumas das suas intervenções perderem eficácia só por se encontrar menos bem acompanhado, no sector.
Como substitutos da zona central da defensiva, o Sporting dispõe de Gladstone, possante internacional brasileiro, raramente utilizado e que, talvez por isso ainda não tenha mostrado todo o potencial que “seduziu” Dunga, quando o convocou para a “selecção canarinho”. O jovem Paulo Renato, encontra-se em fase de aprendizagem.
Não é novidade que, o esquema táctico escolhido por Paulo Bento privilegia o quarteto do meio-campo. De facto é no centro do terreno que se encontra o “coração do losango” e onde se “pauta” e “balança” o jogo da equipa.
O jovem Miguel Veloso, devido à sua polivalência, personifica o “trinco” moderno, o médio “box to box”, tendo conquistado com todo o mérito lugar na equipa e na selecção. Está a sofrer as consequências da fase menos conseguida que o Sporting atravessa, embora a sua condição física não pareça ser a ideal. Dificilmente, o clube de Alvalade o conseguirá manter no plantel, na próxima temporada. Voos mais altos se avizinham.
Jogador com grande margem de progressão a quem se augura, também, grande futuro, é sem dúvida Adrien, natural sucessor de Veloso. Mais um jovem saído da Academia de Alcochete que, nas poucas oportunidades concedidas, já mostrou uma maturidade pouco habitual para a sua idade. Com elevado sentido de marcação, denota um invulgar poder de compensação e de preenchimento dos espaços vazios. Tem jogado pouco para o potencial que encerra.
Portador de uma maturidade precoce, o capitão João Moutinho é um predestinado. Está a ser penalizado, devido ao sistema táctico a que tem de se sujeitar, não só pelo desgaste que provocam as constantes adaptações a diferentes posições mas, principalmente, pela obrigatoriedade de ter de “cair” nos flancos, o que, atendendo às suas características, não potencia o seu rendimento, atrasando a sua total afirmação e a conquista de lugar cativo com a camisola das quinas.
No lado esquerdo do losango, debuta o impetuoso esquerdino Vukcevic. Futebolista de invulgar poder físico. A falta de clarividência, por vezes revelada, é compensada pelo empenho e a determinação que fazem dele a grande revelação leonina da época. Senhor de remate espontâneo, o técnico tem-no utilizado no centro do terreno como complemento de Liedson, de forma a colmatar as ausências, motivadas pelas lesões, dos avançados.
Embora não sendo um flanquedor nato, Izmailov faz assistências primorosas, tendo-se adaptado com relativa facilidade ao estilo de futebol praticado em Portugal e, particularmente, ao esquema preferido do seu treinador. O internacional russo não engana. Sendo um futebolista jovem, ainda em fase de crescimento, revela já alguma experiência e maturidade. Com invulgar poder de arranque e uma apreciável capacidade técnica cria perigosos desequilíbrios nas defensivas contrárias, privilegiando a qualidade de passe e o remate tenso e colocado. Vaticina-se futuro risonho.
Uma das fortes carências do actual plantel sportinguista, é sem dúvida a ausência de um nº 10 capaz de, com mestria, cadenciar o “ritmo de jogo” e visar a baliza contrária, com remates de “meia-distância”. Decididamente, Romagnoli não possui as qualidades necessárias para desempenhar esta função, com o mínimo de exigência. Jogador que, frequentemente, “passa ao lado do jogo”, não mostra futebol que justifique a titularidade numa equipa com as aspirações do Sporting. Estranha-se a falta de perspicácia da SAD sportinguista, quando se decidiu pela aquisição do seu “passe”, depois de uma época deveras inconstante. Celsinho, contratado para “fazer sombra” ao argentino não tem conseguido impor-se. O jovem futebolista, embora pareça frágil fisicamente, sempre que tem sido chamado à equipa principal, tem evidenciado alguns pormenores técnicos interessantes mas não suficientes para justificar a presença na equipa. Provavelmente, o seu futuro não passará por Alvalade.
A vinda de futebolistas a “custo zero” não pode, de forma alguma, justificar a presença de jogadores com as características e carências técnicas evidenciadas quer por Farnerud quer por Purovic. A presença de jogadores cuja capacidade demonstrada se situa muito aquém do desejado, contribui para o enfraquecimento do plantel. Se, por um lado, impedem a afirmação de jovens promessas que acabam por abandonar o clube, por outro ocupam, física e financeiramente, lugares que, objectivamente, deveriam ser preenchidos por elementos que fizessem concorrência “feroz” aos habituais titulares.
Se existe jogador, que não colhe benefícios com a táctica adopta por Paulo Bento, é sem dúvida Liedson. O rematador que, habitou os adeptos leoninos a lutar pela Bola de Prata, encontra-se nitidamente afastado dos golos. Muito condicionado, em termos de ocupação de espaços, não tem encontrado as soluções nem o engenho necessários para aplicar o seu remate “mortal”. De facto, o brasileiro pouco “resolve”, e a culpa não é só dele.
Contratado no início da época para fazer dupla com Liedson, Derlei foi “atirado” para a mesa de operações com uma lesão gravíssima, que o tem impedido de dar o seu contributo à equipa. Em final de carreira e já acusando algum desgaste competitivo, o “ex-ninja” dificilmente poderá vir a ser a “grande muleta” de Liedson. De facto, após ausência prolongada, com falta de ritmo competitivo e de “rotinas de jogo”, não se espera que o jogador possa alterar, substancialmente, o panorama atacante da equipa, tornando-o mais agressivo e concretizador.
Frágil fisicamente, Yannick Djaló faz da velocidade a sua principal “arma”. Muito atreito a lesões, a presente época não lhe vai deixar saudades. Jogador vocacionado para o contra-ataque, dificilmente conseguirá a titularidade na equipa sportinguista, uma vez que o sistema táctico implantado privilegia a presença de dois avançados nas proximidades da área contrária.
Luís Paez é um jovem ponta-de-lança com boa estampa física e transportando, em si, a técnica de execução sul-americana. O paraguaio, em fase futebolisticamente embrionária, só apareceu na ribalta da I Liga devido à onda de lesões que afectou o plantel leonino, nomeadamente, no centro do ataque.
Da apreciação individual se concluirá que, a manter a táctica habitualmente utilizada (losango) o mercado de Inverno deveria proporcionar a aquisição de um ponta-de-lança (Rodrigo Tiuí), de um defesa-esquerdo (Leandro Grimi) e de um médio-atacante-centro (nº 10).
Se, ao invés, fosse escolhido o alternativo “Plano B” e a aposta num sistema táctico baseado num 4-3-3 ou 4-4-2, então, as lacunas a preencher compreenderiam, para além do defesa-esquerdo, dois médios-ala.
Oxalá as contratações não favoreçam o aparecimento dos habituais “barretes” ou “pernas-de-pau” vindos a “custo zero” que, no mínimo, transformariam o mercado de Inverno em mercado de Inferno.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

"Outsiders"


No futebol português jogar para a segunda posição da tabela classificativa compensa, e os dois grandes rivais de Lisboa sabem-no bem.
Ao quedarem-se, sistematicamente, em posições secundárias na principal Liga portuguesa, o futebol do Sporting e do Benfica, manifesta um conformismo e uma dramática falta de ambição competitiva, relativamente ao potencial técnico exibido pelo FC Porto, só justificável pela possibilidade do segundo classificado da Liga Bwin, ter acesso directo à Liga dos Campeões, assegurando “à cabeça” o embolsar de centenas de milhares de euros.
Ao jogar para uma posição subalterna, os “grandes da capital”, estão a desvirtuar o objectivo que, certamente, presidiu à sua fundação, nomeadamente, o desejo de vencer, o prazer da conquista de títulos e troféus e, logicamente, o enriquecimento dos respectivos palmarés.
Embora se louve a “politica de formação” seguida pelo Sporting, lamenta-se, contudo, a insensatez de colocar, precocemente, no mercado jovens futebolistas com elevada margem de progressão, com o objectivo de conseguir “dinheiro rápido”. A saída prematura das jovens promessas, teoricamente, preenchida com a chegada de amálgamas de futebolistas “a custo zero”, conduz ao enfraquecimento do plantel e ao afastamento da discussão dos lugares cimeiros das competições, onde se encontra envolvido. Por outro lado, a obsessão patenteada na amortização, “a todo o custo”, do passivo através da venda desenfreada dos “activos”, é mais uma prova da incapacidade revelada pelas actuais administrações, muito preocupadas com o encaixe financeiro e com a alienação de património, mas descurando as conquistas desportivas, tão do agrado de adeptos e simpatizantes.
O FC Porto, presentemente, pertencente a “outro campeonato”. Com planteis equilibrados e competitivos, cuja principal estratégia é vencer e não vender, contrasta com os seus “principais adversários” que, se limitam a manter, entre si, uma acesa luta pelo segundo posto das provas que disputam. Este acomodar será, eventualmente, abandonado quando, somente o primeiro classificado da Liga Bwin tiver “entrada directa” na milionária Champions League, obrigando os dois clubes da Segunda Circular a exibirem outra atitude competitiva e maior rigor na escolha das “aquisições” que, forçosamente, conduzirão a jogos mais disputados e agradáveis de assistir.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Paredes, o proscrito


Carlos Humberto Paredes Monges, médio defensivo, internacional paraguaio, jogou no Sporting aproximadamente dezoito meses. Após quatro anos no futebol italiano, ao serviço da Reggina, foi apresentado como “reforço de peso”, contudo o sul-americano nunca conseguiria impor-se como titular indiscutível, na equipa de Alvalade. Bastante atreito a lesões e com frequentes e demoradas deslocações ao seu País, apenas actuou em 1004 minutos, com a camisola leonina. Jogador de elevado potencial físico/técnico, não foi feliz no seu regresso ao futebol português devido, em grande parte, à concepção de jogo e à táctica escolhida por Paulo Bento. Contratado como médio para jogar no vértice defensivo do “losango”, depressa é arredado para segundo plano, devido ao “lançamento” e afirmação de Miguel Veloso, que ganha a titularidade, com todo o mérito. De facto, a “táctica do losango” condicionou, sobremaneira, a utilização de Carlos Paredes, uma vez que esta apenas permite a presença de um “trinco”, no quarteto da linha média. Com as características que possuiu e com outras opções tácticas, certamente, o paraguaio teria sido companheiro de Veloso e Moutinho, num “tridente” centro-campista e, provavelmente, não teria abandonado o Sporting, prematuramente e pela “porta pequena”, como veio a acontecer. Mais uma vez se confirma que, o modelo de jogo e as opções técnicas condicionam o rendimento dos futebolistas, ao ponto de lhes cercearem a confirmação do potencial ou, pior ainda, o desenvolvimento e a progressão futebolística de jovens promessas. No Sporting actual, e atendendo à doentia insistência na escolha do “losango”, constata-se que futebolistas como Liedson, João Moutinho e Izmailov estão muitos “furos” aquém daquilo que podem e devem render, impossibilitando a equipa de atingir posições cimeiras, mais consentâneas com as suas aspirações. Mas é o “Ferguson de Alvalade” que sabe da poda.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Filhos e enteados.


Estádio do Bonfim, 15ª jornada. Joga-se no meio-campo vitoriano. Katsouranis falha um passe e coloca o esférico ao alcance de Edinho. O avançado embala para a área do Benfica e é abalroado por Luizão. Falta e cartão amarelo, para o brasileiro. Mas o inesperado acontece. Luizão desanca no grego e este riposta com gestos e palavras pouco abonatórios, para o central brasileiro. Imagens lamentáveis só atenuadas pela atitude de Camacho, retirando os dois jogadores do relvado.
Lesto, o presidente encarnado manda instaurar processos disciplinares, aos dois futebolistas, mas só Katsouranis é suspenso.
Dois pesos e duas medidas? Não.
Luizão possui o estatuto de sub-capitão da equipa, juntamente com mais 5 ou 6 jogadores, o que lhe dá o direito de, mesmo com termos intempestivos, chamar a atenção em campo, por uma simples falha cometida por um colega, ficando imune a criticas sempre que, como aconteceu no Restelo, não ter feito rigorosamente nada para evitar o golo de Weldon. Não quero acreditar que o castigo venha em função das disponibilidades, no plantel encarnado, de preencher os lugares dos dois insurrectos. De facto, para o lugar de defesa-central o clube da Luz apenas dispõe de Edcarlos, que se tem mostrado um desastre sempre que chamado à equipa e de…………Katsouranis.
Que se cuidem os que pensam que, para o meio-campo o Benfica tem mais opções. O internacional grego é um futebolista, embora discreto, competitivo, experiente e muito pendular, com uma capacidade física invejável e com “lugar” nas melhores equipas europeias.
Se calhar quem tem razão é o Veiga, quando afirma que o Luís Filipe Vieira entende pouco de futebol.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Os prováveis para o Euro 2008


Aproximadamente, a seis meses do arranque do Euro 2008, fazer uma antevisão sobre os possíveis convocados para a Suiça é um exercício, mais aliciante que arriscado. Assim temos:

Guarda-redes:
Quem conhece, minimamente, os critérios de escolha de Luiz Felipe Scolari, sabe perfeitamente que Ricardo e Quim estão “de pedra e cal”, na selecção. O terceiro guarda-redes sairá, provavelmente, do duo constituído por Paulo Santos e Rui Patrício. Se Scolari optar por um “keeper” experiente, o guardião do Sp. Braga será o escolhido, se o guardião leonino conseguir manter a titularidade na baliza do seu clube, o seleccionador dará, certamente, uma oportunidade e contacto internacional à jovem promessa.

Defesa-direito:
Para o lado direito da defesa existem pelo menos três futebolistas com valor e capacidade para desempenhar o lugar com igual eficácia. Bastará a Bosingwa conservar a sua forma actual, para ser o titular indiscutível do lado direito. O suplente que se perfila com mais condições para o substituir é sem dúvida Miguel, jogador rápido e de idêntico poder ofensivo. Paulo Ferreira se seleccionado, “arrisca-se” a passar para o outro lado da defesa.

Defesa-central:
No eixo da defensiva, Portugal possui futebolistas de eleição. Pepe e Ricardo Carvalho deverão, presentemente, constituir a melhor dupla de centrais da Europa. Para esta posição poderemos contar, ainda, com a raça de Bruno Alves, a disponibilidade táctica de Fernando Meira e o poder de concentração de Caneira.

Defesa-esquerdo:
Uma das lacunas do futebol nacional é sem dúvida a inexistência de esquerdinos, para a posição de lateral. De facto, as soluções, ultimamente, improvisadas na selecção nacional não têm conseguido convencer, minimamente. O rigor e empenho de Caneira não têm sido suficientes para disfarçar uma adaptação forçada ao lado esquerdo. O mesmo sucede, em parte, com Paulo Ferreira evidenciando, este, um maior pendor ofensivo. Se Jorge Ribeiro continuar com os níveis exibicionais até agora demonstrados, terá “uma palavra a dizer”.

Médio-defensivo:
Na posição de trinco, ou médio defensivo, Portugal encontra-se bem servido. Petit e Miguel Veloso dão garantia de atitude, concentração e qualidade competitiva, complementadas com um inegável poder de choque. Raul Meireles também desempenha esta função com eficácia. Atenção que, Miguel Veloso poderá ser solução para o problema existente (ausência de “canhotos”) na esquerda defensiva.

Médio-centro:
No desempenho das tarefas de ligação entre a defesa e o ataque, a selecção dispõe de um Maniche com maturidade, experiência e de remate fácil, de meia-distância. Em forma, será titular. Como suplente o seleccionador poderá contar com João Moutinho que, devido às suas funções na equipa leonina, chegará ao Euro bastante desgastado, ou com o portista Raul Meireles que será uma opção de “primeira linha”.

Médio-atacante:
Na posição de nº10, a situação não é muito favorável, uma vez que Deco, ainda não assumiu, na plenitude, a condução do jogo da selecção. Para além de Deco existem, ainda, Hugo Viana e Tiago. O primeiro depois de uma grave lesão, não atingiu, até ao momento, ao serviço do Osasuna, um “patamar exibicional” convincente. O segundo, embora com défice de jogos na Juventus e sem se conseguir impor, categoricamente, na selecção tem sido quase sempre um futebolista das primeiras escolhas de Scolari. Talvez a grande surpresa possa vir de Huelva, se Carlos Martins confirmar a progressão há muito esperada.

Flanquedor:
Nesta posição encontram-se os reis do improviso, da técnica de execução e da finalização, sendo, por este motivo, os futebolistas mais temidos pelos adversários.
Portugal, actualmente, dá-se ao luxo de dispor, para duas posições de quatro futebolistas de eleição. Nenhum esquerdino é certo, mas todos com um potencial fora do comum. É notável uma selecção poder juntar jogadores como Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, Nani e Simão que provocam desequilíbrios e espalham o pânico junto das balizas adversárias. Remotamente, Duda poderá ser alternativa ao posto de Simão, se as “fricções” entre o “madrileño” e o seleccionador se agravarem.

Avançado-centro:
Depois do abandono, por parte de Pauleta, a selecção não mais encontrou um avançado-centro “matador”, com presença na área e mortífero, quanto baste. Nuno Gomes atravessa a pior fase da sua carreira, uma vez que os golos não aparecem, quer no seu clube quer na selecção nacional. Hugo Almeida, com alguma “rodagem” do futebol alemão, poderá ser uma boa alternativa. É um futebolista com presença física na área, mas um pouco limitado tecnicamente, com a agravante de utilizar, preferencialmente, o pé esquerdo, o que na “zona de explosão” dificulta um pouco a sua acção. Com poucos minutos contabilizados, na Liga portuguesa, Hélder Postiga não será uma “peça” a descartar, bem como o poderoso Makukula, embora com algumas limitações de ordem tecnica.

Seguindo a lógica de raciocínio desenvolvida e conhecendo o historial dos critérios do seleccionador, se não surgir uma surpresa ou alguma lesão inesperada, os 23 mais prováveis que se juntarão em Junho, em Neuchatel, serão: Ricardo, Quim e Rui Patrício. Bosingwa, Miguel, Paulo Ferreira e Caneira. Pepe, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fernando Meira. Petit, Miguel Veloso, Maniche e Raul Meireles. Deco e Tiago. Cristiano Ronaldo, Quaresma, Nani e Simão. Nuno Gomes e Hugo Almeida.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Francamente, Dr. Franco!


Em recente entrevista concedida ao jornal “Record” e num pretenso balanço de 2007, o Dr. Filipe Soares Franco não conseguindo fugir às habituais banalidades, que “caem” sempre bem no “ego” dos adeptos leoninos, fez algumas afirmações curiosas.
Para além do manifesto desprezo pelos “bloguistas”, o presidente do Sporting também confundiu os bilhetes concedidos, pelo clube, às claques com os “bilhetes de claque” que existiam nas antigas revistas do Parque Meyer.
No Capitólio, no Variedades ou no Maria Vitória, os “bilhetes de claque” vinham sempre associados a alguns “cobres” que “obrigavam” os indivíduos contratados, para o efeito, a “puxar” pelos espectadores levando-os a aplaudir em alturas estrategicamente definidas, mesmo que o actor se tivesse esquecido do “papel” ou a revista não fosse do agrado dos presentes.
Nas claques dos clubes, para além dos “grupos de pressão”, onde o presidente leonino se refugia para justificar as faltas de compostura de alguns dos seus elementos, existem também paixão, entusiasmo, dedicação, orgulho e calor clubista, independentemente de a forma como, algumas vezes, se manifestam não ser a mais adequada.
Oferecer bilhetes a associados leoninos e depois exigir em troca que se comportem como indivíduos “comprados” como nos “lugares de claque”, de um qualquer espectáculo teatral é, no mínimo, menosprezo pelos adeptos e simpatizantes.
De facto, para além da fidelidade, os associados devem possuir um sentido critico que, obviamente, será manifestado em assembleias, ou na falta destas, e como recurso nos espectáculos realizados, quando os actores (jogadores) e/ou encenador (treinador) não desempenhem o papel a contento, com entrega, rigor e competência. Pensar que, um simples bilhete ou pouco mais, “compra” a postura e o apoio, retraindo a fé clubista, é pura ingenuidade.
Mas o Dr. Franco, não se fica por aqui e vai ao ponto de considerar o clube da Luz “maior e melhor” que o Sporting. Nada que não se esperasse de um presidente (?) que só começou a “sentir o clube” quando abandonou a Linha de Cascais, e se instalou com a sede das suas empresas no 6º andar do edifício Visconde de Alvalade juntando, assim, o útil ao agradável.
Mais caricato, ainda, é saber-se que vive num agregado familiar manifestamente benfiquista, incluindo os filhos e a esposa, não possuindo o empenho e o poder de persuasão necessários para alterar a situação. Provavelmente, o nome do seu adorado cachorro é: Benfica.