quarta-feira, 18 de junho de 2008

"Back home"


Concluída a Fase de Grupos do Campeonato da Europa de Futebol metade das equipas, representativas das selecções presentes, já regressaram a casa.
Algumas afastadas sem dó nem piedade, como aconteceu com a França e Suécia. Outras sem mérito, não deixaram uma réstia de saudade, como foram os casos da Grécia, detentora do título, da Polónia e da Roménia.
Já em gozo de férias e com os corpos mergulhados nas cálidas águas da Europa do Sul, encontram-se alguns dos elementos das selecções seguintes:

Suiça: Esperava-se um pouco mais da selecção helvética. Não por possuir qualidades técnicas invulgares mas, sobretudo, por ser uma das anfitriãs.
República Checa: Recheada de jogadores experientes, de elevado índice técnico, a falta de criatividade e o inexplicável comodismo justificaram a eliminação.
Áustria: Equipa veloz mas ineficaz. Ainda acreditou num milagre, quando jogou o apuramento com a Alemanha.
Polónia: Selecção de choque e de entrega. Tecnicamente débil, sem futebolistas de “eleição”, sobrou músculo onde faltou cabeça.
Roménia: Consistência defensiva, em futebol instável.
França: A geração dos “Zidanes” e o “ciclo Domenech”, c’est fini. Adivinha-se a renovação, mesmo que para tal seja necessário fazer a “travessia no deserto”.
Suécia: Futebol frio e metódico, mas onde faltou o improviso e o risco.
Grécia: Jogar sempre no erro do adversário, pode resultar em alguns encontros com algumas selecções, mas não resulta em todos os encontros com todas as selecções.

Há quem diga que, agora é que o Euro vai começar.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Alemanha vs Portugal



Alguém, provavelmente, conhecedor do palmarés conquistado pela selecção alemã, em fases finais de competições importantes (Europeus e Mundiais), proferiu a seguinte afirmação: «O futebol é um jogo simples – são onze contra onze e no final ganham os alemães».
De facto, não é para menosprezar uma selecção que já venceu três campeonatos do Mundo de futebol e igual número de campeonatos da Europa.
Também não é novidade que, à partida, é uma selecção que pouco promete mas que vai "crescendo", ao longo da competição, afirmando-se como séria candidata ao título final.
No presente Europeu a história tem-se repetido.
A selecção alemã tem utilizado um guarda-redes quase quarentão (Lehmann), um lateral-esquerdo que joga do lado direito (Lahm), um defesa-esquerdo (Jansen) que, talvez por reverência, pouco defende e como é hábito em equipas germânicas, os centrais são de elevada estatura, bons cabeceadores, mas “presos de rins”.
No meio campo, as “coisas” não melhoram e até mesmo o “britânico” Ballack não consegue “tocar notas” num sector constituído por “carregadores de piano”.
No ataque, só Podolski se tem evidenciado pelo seu poder de remate. Os restantes elementos (Klose, Mário Gomez, Kuranyi e Neuville) só têm confirmado a crise que se vive no futebol alemão, onde não se consegue descobrir um futebolista, com um mínimo de capacidade, para preencher o lugar mais avançado da equipa.
Foi esta selecção que, no primeiro encontro, embora beneficiando de uma defensiva polaca suicida, teve de recorrer a um jogador oriundo do País adversário (Lukas Podolski) para marcar dois golos.
No segundo jogo, contra a Croácia, andaram a “cheirar a bola” e a derrota por 2-1, só pecou por escassa.
O apuramento, para os quartos-de-final, foi jogado contra uma Áustria irrequieta mas com evidentes limitações técnicas e o resultado não foi além de um golo, de bola parada.
E é esta selecção alemã que se prepara para fazer a “vida negra” a um Portugal favorito, aos olhos da maioria daqueles que acompanham o Euro, mas que até à presente data tem resolvido os seus jogos através da técnica e do talento individual de alguns dos seus futebolistas (ex.: Pepe, Deco e Ronaldo), não patenteando as “mecanizações” e o “fio de jogo”, tão necessários numa equipa que aspira à vitória na competição.
Num jogo a eliminar, façamos votos para que a história não se repita e a frase, proferida há algumas décadas, não se venha a confirmar e os alemães regressem a casa, mais cedo do que pensam.

terça-feira, 10 de junho de 2008

"Hat-trick" puro

O termo “hat-trick” (truque do chapéu, traduzido à letra) aparece quando um jogador marca três golos num jogo, como aconteceu no encontro disputado, no Euro 2008, entre a Espanha e a Rússia, onde o avançado espanhol David Villa fez “o gosto ao pé” por três vezes.
Este termo está tão enraizado no futebol que a sua origem foi esquecida.
Nascido no aristocrático críquete inglês, quando um lançador acerta no “wicket” (os paus que o batedor tenta defender), marca pontos e desqualifica o adversário. Se o fizer três vezes, faz um “hat-trick”. Como recompensa, o jogador autor de tão brilhante proeza, recebe um chapéu (hat) dos companheiros.
É uma tradição que teve o seu apogeu no século XIX e que se foi transmitindo até aos nossos dias.
A expressão foi adoptada por outros desportos, incluindo o futebol.
Hoje em dia, “hat-trick” pode ser tudo que surja em trio, mas só se pode falar em “verdadeiro hat-trick” quando alguém marca três golos consecutivos num jogo.
Contrariamente ao que muitos julgam, só existe “hat-trick” se os golos forem, de facto, consecutivos, como o fez o avançado do Valência, no jogo disputado hoje no Estádio Novo Tivoli, em Innsbruck.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

João "Pequeno"


Nos idos tempos medievais, na britânica cidade de Nottingham e no afamado bando de Robin dos Bosques, existia uma “figura” que se afirmava por possuir uma compleição física avantajada aliada a uma força descomunal, muito útil nas contentas travadas com o Sheriff local, e que contrariando o seu aspecto gigantesco era conhecido por: “João Pequeno”.
No meio-campo da equipa nacional portuguesa, que se encontra a disputar o Campeonato da Europa, também existe um “João Pequeno”. Franzino, com o apelido de Moutinho e de aspecto frágil, é “dez reis de gente” com “alma até Almeida”.
Dos futebolistas presentes, na Suiça, é aquele que tem mais jogos nas pernas e o que evidencia mais frescura física e energia para “dar e vender”. Percorrendo mais quilómetros que os restantes, a sua omnipresença na ocupação de espaços deve-se a uma capacidade competitiva acima da média, a um disponibilidade táctica pouco habitual nos profissionais portugueses e, principalmente, a um talento e empenho que, por certo, o levarão, a curto prazo, para outras paragens.
Nos dois últimos encontros disputados (Geórgia e Turquia), o mais jovem jogador, da selecção nacional, foi tal como o outro “João”, companheiro de Robin, um gigante na produção de jogo e na entrega à luta, evidenciando uma movimentação e tenacidade que justificam, por si só, a opção de Scolari.
Depois de uma brilhante época onde, na equipa leonina, andou a “apagar os fogos” ateados pelo “losango de Paulo Bento”, era de esperar que, atingindo a titularidade na "equipa das quinas”, o seu rendimento futebolístico pudesse subir alguns “furos”, em virtude de as suas características se enquadrarem perfeitamente na táctica do 4-3-3, como médio-centro-volante, contrariamente ao que acontece no Sporting onde, amiúde, é forçado a descair para os flancos.
Uma coisa é, quase, certa: dificilmente se manterá por cá.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Pauleta verde?


Terminada a brilhante carreira, no futebol francês, Pauleta, segundo notícias vinculadas pela imprensa desportiva, prepara-se para assinar contrato com o Sporting.
Aos 34 anos, o melhor marcador de sempre da nossa selecção, encontra-se prestes a realizar um sonho antigo: alinhar por um clube português da I Liga.
Goleador nato, só com olhos para a baliza, a sua impressionante astúcia na ocupação de espaços na área adversária, permite-lhe jogar no limite do “off-side” e finalizar com tremenda eficácia.
No Sporting, por vezes, a história repete-se e depois de Fernando Gomes e Beto Acosta é Pedro Pauleta que se prepara para acabar, já trintão, uma carreira que o consagrou como um dos melhores marcadores da Europa.
Mas contrariamente ao sucedido com o "bi-bota" e o argentino, o êxito de Pauleta na equipa leonina não é garantido. A sua experiência e o faro pela baliza, reconhecidos em Espanha e França, onde representou clubes de nomeada, podem não ser predicados suficientes para “vencer” em Alvalade.
Jogador, tecnicamente não muito criativo, habituado a jogar de costas para a baliza, em sistemas tácticos onde se privilegia o 4-3-3 ou mais especificamente o 4-2-3-1, sente-se abandonado e a sua prestação torna-se menos produtiva, quando lhe faltam os extremos.
Ora extremos são algo que não tem existido no Sporting, de Paulo Bento, já que as últimas épocas têm sido preparadas segundo a lógica do “losango”, onde os dois ponta-de-lança são móveis, deambulantes, “descaindo” com frequência para os flancos.
Embora possuidor de grande sentido colectivo e precisão de passe, o açoriano é, contudo, um avançado-centro fixo não se adaptando, com facilidade, a desmarcações rápidas e flanqueadas, como é exigido, presentemente, a Liedson, Tiuí, Derlei ou Yannick.
De facto, Pauleta é, actualmente, um futebolista experiente, com grande visão de jogo e de remate forte e espontâneo, mas que dificilmente se adaptaria a um sistema de “bola corrida” e exigente poder de desmarcação, como o praticado pelo Sporting de Paulo Bento.
Com a táctica e a estratégia, escolhidas pelo técnico leonino, facilmente se conclui que, não seria só Pauleta que sentiria dificuldade em se “encaixar” na equipa sportinguista, também os ex-leões Quaresma, Simão ou, mesmo, Ronaldo dificilmente garantiriam a titularidade numa equipa onde os “alas” são uma “espécie” não contemplada, pelo sistema táctico escolhido pelo treinador do Sporting.

terça-feira, 13 de maio de 2008

As escolhas de Scolari



Após a divulgação, por Scolari, da lista definitiva de convocados para o Euro 2008, é por demais evidente que algumas vozes discordantes vão fazer-se ouvir. Gostaria também de tecer algumas considerações, à lista dos escolhidos.
Assim temos:

Guarda-redes:
Na baliza, e em face das últimas convocatórias não houve surpresas. Aqui, a admiração será não “entregar” a titularidade a Quim. Embora Ricardo tenha sido sempre a principal preferência do seleccionador, o certo é que, passou a fase final da Liga Espanhola sentado no banco dos suplentes, contrariamente ao que aconteceu com o calmo e, também, experiente guardião benfiquista, que manteve uma elevada bitola exibicional, durante toda a época.

Defesas:
Neste sector, a inclusão do esquerdino Jorge Ribeiro em detrimento de Caneira, faz sentido. O jogador do Valência nunca foi um “lateral puro”, e a pouca utilização no clube espanhol prejudicou a sua convocação. Como existem três laterais-direito, no grupo seleccionado (Bosingwa, Miguel e Paulo Ferreira), a escolha de Jorge Ribeiro terá significado, se for para jogar.

Médios:
Maniche é o grande ausente do grupo dos convocados. Não quero acreditar que seja um “ajuste de contas”, por parte de Scolari. O argumento da pouca utilização, no Inter de Milão, poderia até “jogar a favor” do atleta, uma vez que, dos centro-campistas seleccionados seria o que apareceria, na Suiça, menos desgastado. No entanto, e atendendo a que os trincos se encontram bem definidos (Petit e Miguel Veloso) o seleccionador, entre Maniche, Raul Meireles e João Moutinho só poderia escolher dois. E foi o que fez.

Avançados:
Na ausência de um nº 10, que funcionasse como opção para Deco, o seleccionador optou por eleger mais um ponta-de-lança. Discutível decisão, quando a táctica, normalmente, escolhida aposta num único avançado. Sabendo-se que, o “Plano B” contempla o posicionamento de Cristiano Ronaldo junto do avançado que joga mais em “cunha”, talvez fosse preferível “levar” mais um jogador do meio-campo, uma vez que, o esquerdino Veloso poderá, também, ser opção para a esquerda da defensiva.

Em termos genéricos, a convocatória de Luiz Felipe Scolari “fugiu” pouco do previsível, com a excepção da exclusão do experiente Maniche, substituído por um avançado-centro.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Rescaldo 2007/2008


V. GUIMARÃES (3º): Regressado da Liga Vitalis o Vitória de Guimarães fez uma campanha brilhante, lutando até à última jornada pelo segundo posto e o acesso à Liga Milionária. Orientada por um técnico experiente e arguto e beneficiando da boa forma evidenciada pelo triângulo constituído pelo Geromel, Sereno e Flávio Meireles, a equipa vimaranense assentou grande parte do seu futebol na técnica e rapidez de Ghilas e no “omnipresente” Desmarets. Sabendo-se que, Mrdakovic e Roberto não evidenciaram qualidade suficiente para jogar na I Liga, até onde teria ido este Vitória se tivesse tido à sua disposição um ponta-de-lança eficaz?

BENFICA (4º): Com Chalana, no comando técnico do Benfica, a equipa regressou ao fracassado “losango”, já experimentado por Fernando Santos, e a uma estratégia (existiu?) pouco consistente.
Denotando uma falta de ambição confrangedora, com os futebolistas que pretendem abandonar o clube a não “meter o pé” e os restantes a não evidenciarem qualidade suficiente para representar um candidato ao título, o Benfica “fez” uma das piores épocas de sempre.
Numa temporada para esquecer, e onde só a águia Vitória mostrou constância exibicional, a categoria de C. Rodriguez, a “souplesse” de Rui Costa e a sobriedade de Quim conseguiram atenuar a deficiente qualidade de um plantel onde poucos mereceram envergar a camisola do “glorioso”.

MARITIMO (5º): Ao desmembramento do plantel da época transacta, fruto do abandono dos elementos que constituíam o “núcleo duro” da equipa, os dirigentes do Marítimo responderam, sabiamente, com a contratação de um técnico experiente com provas dadas, inclusive na selecção brasileira, para reformular a equipa e “atacar” uma campanha, que se previa penosa.
Apesar de, a meio da época, ter perdido a referência na área adversária (Makukula), a competência e a capacidade de liderança de Sebastião Lazaroni apoiadas na experiência e qualidade de jogadores como Marcos, Bruno, Van Der Linden e Mossoró, acabariam por colocar, inesperadamente, o Marítimo na Taça UEFA.

V. SETÚBAL (6º): Banhada pelo Sado, Setúbal é uma cidade onde as suas gentes, sempre que necessário, são o suporte sentimental do prestigiado Vitória. Mais uma vez isso aconteceu, e uma equipa com orçamento limitado, com dificuldades de tesouraria e onde grande parte dos futebolistas representaram o clube, na qualidade de emprestados, conseguiu ser a surpresa agradável do campeonato. Unidos em torno de um técnico que soube transmitir a mística suficiente para ir ultrapassando os obstáculos que iam surgindo, futebolistas como Eduardo, Matheus e Cláudio “Pitbull” não esquecerão tão depressa uma temporada onde, para além do merecido apuramento para a Taça UEFA conseguiram sair vencedores da primeira Taça da Liga.

SP. BRAGA (7º): Uma das grandes desilusões da Liga BWIN. Com um plantel reforçadíssimo, iniciou o campeonato com fundadas esperanças numa campanha de luta pelo apuramento para as provas europeias. Contudo, ao longo da época, as duas “chicotadas psicológicas” não surtiram o efeito desejado e as lesões em “jogadores-chave”, fizeram” o resto.
Num plantel recheado de elementos valorosos, poucos foram os futebolistas que se evidenciaram. De facto, só alguns elementos da defensiva, nomeadamente, João Pereira e o chileno Contreras ultrapassaram o escalão da mediania e, mesmo o goleador austríaco Linz, esteve bastantes “furos” aquém daquilo que se esperava.

BELENENSES (8º): A equipa de Belém foi a imagem do seu técnico. Disciplinada e competitiva, assentou o seu futebol, quase sempre, num meio-campo povoado, com os jogadores a jogarem muito próximo uns dos outros. Vocacionada para a exploração do contra-ataque e dispondo de futebolistas tecnicistas, a equipa adoptou uma estratégia de contenção tentando explorar a velocidade e o poder de choque de Weldon, para chegar às redes contrárias. Futebolistas como Júlio César, Rolando, Silas, José Pedro e o “artilheiro” Weldon podem aspirar a outras consagrações.

BOAVISTA (9º): Com o estigma dos salários em atraso a pairar sobre os jogadores axadrezados, só o “espírito guerreiro” de Jaime Pacheco ajudado pelo desempenho de jogadores como Jorge Ribeiro, do guardião Peter Jehe, e dos dois defesas-centrais, conseguiu disfarçar a instabilidade e as fragilidades evidenciadas por um plantel construído “ao Deus dará”. O abandono da família Loureiro, a chegada de uma direcção inexperiente, o assalto a que foi sujeito por indivíduos sem escrúpulos, provocaram uma crise directiva irreversível que “atirou” o clube do Bessa para uma posição indesejada e de futuro incerto.

NACIONAL (10º): Técnico inexperiente, Jokanovic não conseguiu transmitir à equipa a estabilidade emocional e competitiva de outras épocas. De facto, só na fase final da Liga a equipa do Nacional se conseguiu libertar do espectro da descida de divisão. Na fuga aos lugares de risco apoiou-se, principalmente, no talento de Juliano Spadacio, na qualidade do “keeper” reservista Rafael Bracalli e na eficácia de Fábio Coentrão.

NAVAL (11º): Uma época que começou em sobressalto, fruto de resultados pouco animadores, terminou de forma tranquila numa posição consolidada, entre os maiores do futebol português. A entrada de Ulisses Morais concedeu à equipa a disciplina e ambição necessárias, e a aquisição de Marinho, no mercado de Inverno, veio dar o irrequietismo que necessitava para discutir os resultados, com os adversários directos.

ACADÉMICA (12º): Mais uma época de incerteza e aflição. Quase sempre com o “credo na boca”, a equipa dos estudantes só conseguiu a manutenção já na fase final da temporada. O técnico Domingos Paciência, ao alterar com frequência a constituição da equipa, pouco contribuiu para a estabilidade do grupo de trabalho, onde apenas o veterano Pedro Roma e Luís Aguiar se mantiveram à altura dos pergaminhos da “Briosa”.

E. AMADORA (13º): Dauto Faquirá soube fazer a gestão e conduzir de forma equilibrada um plantel, de parcos recursos e onde o pesadelo dos salários por pagar esteve sempre presente. Equipa de baixo nível técnico, manteve-se, ao longo da temporada, homogénea e estável tendo sobressaído a experiência de Nelson, Maurício e Wagnão.

LEIXÕES (14º): Clube oriundo da II Liga, o baixo poder financeiro limitou a aposta em reforços mais credenciados. Talvez por este facto, “viveu” uma temporada futebolística de altos e baixos, sempre com a perspectiva de regressar ao escalão secundário. Só na última jornada conseguiu respirar fundo. A permanência entre os “grandes” do futebol português ficou muito a dever ao esforço de Jorge Gonçalves, Paulo Machado e, principalmente, das virtudes patenteadas pelo guarda-redes Beto.

PAÇOS DE FERREIRA (15º): Desta vez José Mota não conseguiu “fazer omoletas sem ovos”. Dispondo de um grupo de futebolistas com reduzidas capacidades técnicas e qualitativamente muito abaixo dos planteis que dispôs, em anteriores épocas, só o “apito final” poderá evitar a descida de divisão. Os jogadores que se evidenciaram foram os “suspeitos do costume”, nomeadamente, Peçanha, Edson, Pedrinha, Cristiano e o regressado Wesley.

UNIÃO DE LEIRIA (16º): A “morte” vinha sendo anunciada há algumas épocas. Com uma direcção, prepotente, que pouco aprendeu nas temporadas que passou na primeira Liga, sem evidenciar o mínimo de sensibilidade para lidar com os “problemas” do futebol, o destino há muito que se encontrava traçado. Os casos disciplinares que foram acontecendo, ao longo da temporada, e a dispensa de João Paulo, seu principal goleador, só vieram acelerar uma crise latente. Futebolistas como Fernando, Harison e Sougou não mereciam este desfecho, e por certo que outros “voos” os esperam.

As características e desempenho dos futebolistas que formaram os planteis do Sporting (2º) e do FC Porto (1º) foram, devidamente, escalpelizados nos “post” publicados, respectivamente, em 3 de Fevereiro e 9 de Abril, p.p.