domingo, 7 de março de 2010

"I've got a feeling"

No final do jogo particular, disputado em Coimbra, onde a Selecção Nacional foi despedida com um monumental coro de assobios, após uma exibição nada animadora sobre a fraca e acessível selecção chinesa (2-0), o seleccionador considerou-se satisfeito, no cômputo geral, com a exibição da equipa só lamentando o comportamento do público que, segundo as suas palavras, não caiu bem no sentimento geral dos portugueses.
Também o presidente da FPF, Gilberto Madail, após o encontro e na sequência das paupérrimas prestações que o seleccionado, comando por Carlos Queiroz, vem patenteando, em mais um momento infeliz afirmou: «Não gosto dos olés nem quando a selecção está a jogar bem e muito menos quando está a jogar mal». Também aconselhou os adeptos a ficarem em casa se não estiverem dispostos a suportar a “estucha” que é um jogo da Selecção, desrespeitando quem pagou o seu bilhete para assistir ao encontro.
Já é altura destes senhores entenderem que, apoiar a selecção não é desculpar todos os erros, e as decepcionantes prestações, é exigir a qualidade exibicional que deverá estar em conformidade com o sexto lugar que Portugal ocupa no ranking da FIFA, à frente de selecções como a França, Inglaterra, Argentina e ....………...............China, situada na 83ª posição.
Depois de uma fase de qualificação "cinzentona" que provocou o divórcio entre a maioria dos portugueses e a sua selecção, um pouco de humildade ficava bem a todos, especialmente, a Carlos Queiroz cuja agressão a um comentador desportivo não ajuda muito ao ressurgimento das bandeirinhas nas janelas.
Só criar um ambiente de apoio em torno da canção dos Black Eyed Peas, não chega para garantir um bom desempenho na África do Sul.
“I've got a feeling”.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Futebolices XXI

Nada acontece por acaso. Muito menos no futebol.
A utilização da táctica aconselhada e da estratégia mais eficaz é “meio caminho andado” para se chegar ao êxito.
“Espetar” três tentos no Everton que, não há muito, tinha desbaratado o Chelsea e o Manchester United, na Premier League, não está ao alcance de qualquer equipa.
Ao colocar dois elementos nas alas (Yannick e Izmailov), Carvalhal tinha tudo para ser feliz e os golos apareceram com a naturalidade, justificados por um Sporting dominador.
Já no encontro da 1ª mão, em Liverpool, o Sporting tinha conseguido um penalty moralizador, após entrada de Yannick para ocupar uma posição num dos flancos, de forma a “abrir” a frente de ataque.
Já é altura de alguém aprender a lição.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O Descalabro

Confesso que te invejo, meu caro Zé Eduardo.
Ser presidente profissional do meu clube, com chorudo vencimento, mordomias que nunca mais acabam e passar o dia, na academia, a assistir aos treinos em contacto directo com as “vedetas” é mais que suficiente para te invejar o lugar. Adicionando as fartas almoçaradas e jantaradas, em saudável cavaqueira e confraternização, com os núcleos sportinguistas, preferencialmente, localizados no Canadá ou em New York, a que mais poderia aspirar?
Por outro lado, e sempre que as decisões ou a ausência delas fossem contestadas, poderia sempre recorrer aquele teu ar de enfado e apelidar de terroristas os associados, responsabilizando-os pelo ambiente destabilizador, ameaçando-os de expulsão.
Embora te esforces por “passar” uma imagem populista, o teu pomposo apelido não consegue ocultar uma aristocracia indispensável à continuidade das demagógicas e pouco rigorosas gestões, que te antecederam.
Também não te imaginava milagreiro, meu prezado consócio José Eduardo Bettencourt, e custa entender como “do pé para a mão” ou por artes mágicas conseguiste passar de uma situação de deficiente orçamento, como sempre apregoaste, e conseguiste disponibilizar uma verba próxima dos 11 milhões de euros, que coloca o Sporting no lugar cimeiro dos clubes europeus que mais gastaram em contratações, no mercado de Janeiro.
Ingénuo, ainda acreditei que ias “atacar” o “Mercado de Inverno”, com a intenção de corrigir carências evidenciadas por um plantel mal estruturado e direccionado para um estafado “losango”, responsável pelos sobressaltos e insucessos da presente temporada, procedendo aos necessários ajustes e acertos no quadro de futebolistas.
Mas mais uma vez a expectativa saiu gorada e, provavelmente, mal aconselhado pelos teus assessores directos e/ou pela nova equipa técnica e evidenciando um gritante desconhecimento futebolístico e uma incompetência confrangedora, investiste em elementos que, presentemente, pouco irão modificar o panorama desportivo sportinguista.
Começaste por “gastar” 3,5 milhões de euros no “baixinho” João Pereira. Jogador de inegáveis recursos, temperamento aguerrido e de entrega total ao jogo, mas que pouco irá contribuir para colmatar os desequilíbrios que se verificam nas faixas laterais, mais recuadas. Apostar num defesa lateral-direito não parece ter sido a escolha mais acertada, quando no lado oposto apenas existe um Grimi (quanto estará a custar este activo, contratado ao Milan?) que, devido à sua deficiente qualidade técnico-táctico, em condições normais dificilmente seria uma opção em qualquer clube candidato a títulos.
Na segunda aquisição desembolsaste 6,5 milhões de euros e a escolha recaiu em Sinama-Pongolle, avançado que nesta época em dez jogos disputados, ao serviço do Atlético de Madrid, marcou “zero” golos. Nada animador, sabendo-se que, na temporada transacta e também no clube madrileno, em trinta jogos apenas apontou 5 tentos, o último dos quais frente ao Almeria, em 18 de Janeiro de 2009. Na prática adquiriste o avançado mais caro de sempre do emblema leonino com o objectivo de substituir um outro, recrutado no início da época e não menos eficaz (Caicedo).
E se os milhões de euros despendidos, tivessem sido empregues em Ruben Micael, futebolista jovem, adaptadíssimo ao futebol português, de categoria inquestionável e que se encaixava na perfeição num meio-campo onde pontificam Miguel Veloso e João Moutinho, que o Nacional “oferecia” por 5 milhões de euros?
A última aquisição custou 1,3 milhão de euros e é ainda mais incompressível. Apostar em Pedro Mendes, centro-campista de 30 anos, para reforçar um sector onde existem futebolistas com características semelhantes, numa altura em que o novo técnico tentava “lançar” o jovem Adrien, não parece coerente.
Assim, e no sentido de colmatar as lacunas existentes no plantel, teria sido mais aconselhado o investimento em futebolistas com as características necessárias para jogar bem abertos nas alas, quer numa opção táctica de 4-4-2 ou 4-3-3 de forma dar a profundidade ao futebol leonino, que tanto carece.
Difícil de explicar, a não ser que ande por aí “dedinho” de empresário, a aposta em futebolistas que estão impossibilitados de disputar a Liga Europa (representaram os anteriores clubes na referida Liga) sabendo-se que, o Sporting se encontra arredado da disputa do titulo máximo nacional, eliminado da Taça de Portugal e que a Taça da Liga e a Liga Intercalar não justificam os montantes envolvidos em tais aquisições.
Ah! É verdade! Depois da audição das “escutas”, quando te cruzares com o teu homologo Pinto da Costa, não te esqueças de lhe estender a mão e ficar “pendurado”.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Sá....Sá....Sássaricando

Sempre considerei que Sá Pinto, enquanto futebolista, beneficiou de um proteccionismo exagerado e de um apoio quase incondicional, quer por parte de grande franja dos adeptos leoninos quer dos “mass media”. Sem justificação aparente, o demissionário director do futebol do Sporting via, bastas vezes, enaltecidas as suas qualidades futebolísticas e de cidadão, salientando-se, quase sempre, o elevado carácter e a esmerada formação e educação que recebeu dos seus progenitores (diz-se que é brasonado), ao ponto da comunicação social, sub-repticiamente, ter “branqueado” as agressões de que foi alvo o antigo seleccionador nacional Artur Jorge, por parte de tão “notável personagem”.
Com temperamento agressivo e com passado pouco abonatório para o desempenho de funções que requerem serenidade, maturidade e temperamento conciliador, é com alguma surpresa que, os mais cépticos, vêem o ex-futebolista assumir tarefas de liderança, no seu regresso ao contacto directo com o futebol sportinguista. Mas com características tão apreciadas, pelas claques leoninas, e com a política de incompetência reinante na SAD sportinguista, não foi de estranhar o convite endereçado pelos responsáveis do clube de Alvalade.
Como o tempo é bom conselheiro, as complicações não se fizeram esperar e o envolvimento conflituoso com Liedson, embora parecendo descabido, foi o ajustar de “contas” e de “acertos” que vinham de um passado, não muito longínquo.
Convém referir que, nestas situações a “culpa não morre solteira” e todos os intervenientes têm a sua “quota-parte” de responsabilização nos actos. De facto, Liedson, com a sua cara de anjinho e com aquele tom de voz “soft”, está longe de ser um “menino do coro” e só “entrou nesta jogada” porque, no último encontro que disputou, “enfiou” dois golos na baliza do adversário. Não dependesse o Sporting do “levezinho” para resolver os jogos ou este continuasse a manter os fraquíssimos índices de concretização, que ultimamente tem evidenciado, e o lamentável desaguisado seguido de cena de pugilato não teria surgido. Mais um pequeno episódio para juntar ao estado decadente em que se encontra o Sporting.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Pela verdade desportiva?

Enquanto se alimenta a esperança de ver o “olho de falcão”, nos nossos estádios de futebol, foi entregue na Assembleia da República, pelo “Movimento pela Verdade Desportiva”, uma petição para ser analisada, nos termos do artigo 24º do Direito de Petição, previsto na Constituição. Agora, os deputados vão ler atentamente a dita petição, ouvir a Liga e a Federação, recolher os dados desta problemática, no panorama nacional, e elaborar um relatório.
Como os nossos políticos andam todos a reboque da comunicação social, o “parecer resultante do plenário” vai ser favorável e dar origem a legislação específica. Depois é só alterar as leis do futebol, em Portugal, enquanto o resto do mundo continua a reger-se pelas XVII Leis do International Board.
O futebol, em Portugal, nem como o “olho do cu….co” lá vai, quanto mais com o “olho de falcão”.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Futebolices XX

Com Rui Santos como promotor, Carlos Lopes, Rosa Mota, Eusébio, António Simões, José Augusto, João Moutinho, Nuno Gomes, Sá Pinto, Luis Filipe Vieira, José Eduardo Bettencourt, Gilberto Madail, Hermínio Loureiro, Francisco Pinto Balsemão, Ribeiro Cristóvão, Judite de Sousa e o árbitro Pedro Henriques foram alguns dos apoiantes e subscritores da petição apresentada ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, a favor da introdução de novas tecnologias no futebol.
Perdoai-lhes Senhor porque não sabem o que fazem. Ou voltamos à velha história do "rei vai nu"?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Calmex!

Eh, pá!
O homem mal acabou de chegar e está a tentar a aplicar o 4-3-3, na variante 4-2-3-1, táctica que mais se adapta ao futebol português. Na ausência de flanqueadores e de médios-ala, tem efectuado as adaptações mais aconselháveis. O plantel existente, para além de não permitir grandes soluções está “viciado” e vocacionado para a utilização do “losango”, que poucos resultados conseguiu.
Também, a instabilidade emocional que se apoderou dos centro-campistas, designadamente, de João Moutinho e de Miguel Veloso, tem impedido que o jogo ganhe fluidez e a profundidade necessária para “descobrir” os caminhos do golo.
Por outro lado, a urgente necessidade de preenchimento dos lugares nos flancos, obrigou Carlos Carvalhal a utilizar, prematuramente, Izmailov, regressado de longa paragem, por motivo de lesão. O empenho do russo não esconde a sua falta de preparação, mas o tempo, os treinos e os jogos, irão melhorar os seus índices de produtividade e torná-lo num titular indiscutível.
As baixas prestações evidenciadas por Vukcevic têm sido justificadas pela falta de “rodagem”, face às lesões que o têm apoquentado, no entanto, a fogosidade que o caracteriza poderá estar a ocultar alguma falta de potencial, indispensável para representar um clube com as aspirações do Sporting.
Com exibições pouco convincentes e com os índices de autoconfiança abaixo do exigido, Anderson Polga tem sido dos futebolistas mais afectados pelo ambiente que se vive no futebol leonino. Igualmente a campanha, “alimentada” pelos “mass media” que, normalmente, responsabilizam o antigo campeão do mundo pelos falhanços defensivos, tem gerado instabilidade e criado dificuldades na desejada recuperação.
Ainda que as qualidades patenteadas por Rui Patrício possam vir a fazer dele o “futuro keeper” do futebol português, presentemente, denota algumas insuficiências, justificáveis pela sua juventude, e alguma imaturidade que tem sido responsável por alguns pontos perdidos pelo clube que defende. Um Sporting com aspirações não poderá estar continuamente a “fazer futebolistas”, oriundos das suas camadas jovens e, simultaneamente, a lutar pelos lugares cimeiros nas competições onde está inserido.
Possivelmente, enquadravam-se na perfeição no “sistema táctico” que Paulo Bento tentou implementar, mas futebolistas com as limitações técnicas evidenciadas por Pedro Silva, Caneira, Grimi, Caicedo, Angulo ou Matias Fernandez, ou foram erros de “casting” ou denunciam grande falta de perspicácia por parte de quem os aconselhou, principalmente, quando se rejeitam opções como Silvestre Varela, Derlei, Rochemback, André Santos, Alonso ou Hugo Viana.
E só faltava o “senhor” Liedson para responsabilizar a estratégia, escolhida pelo novo técnico, pela sua falta de concretização, sabendo-se que, com o anterior “esquema” também não “facturava”, desde Setembro. Aos 32 anos os golos não “fogem” por mero acaso. A atitude de “pedir” para não jogar, em virtude de não se encontrar em forma, parece reavivar estratagemas utilizados em tempos não muito distantes, quando “se fazia” aos cartões amarelos para não disputar encontros importantes do clube e, assim, mostrar aos adeptos a falta que fazia à equipa. Provavelmente prepara-se para, mais uma vez, tentar não cumprir o prazo concedido para o regresso das férias natalícias, no Brasil. Ou será que já está a “encolher-se” para aparecer folgado na Africa do Sul?
Há que ter esperança, recuperar os índices de confiança e, em Janeiro, equilibrar as “tropas”.