O baixo vencimento auferido por Paulo Bento tem sido um dos principiais argumentos utilizado, sub-repticiamente, pela Administração da SAD leonina e pelos poucos apoiantes que defendem a presença do treinador, à frente dos destinos do futebol do Sporting. Se acrescentarmos a este facto, o tão apregoado e limitado “orçamento leonino”, encontram-se, teoricamente, reunidas as condições para a manutenção do “Paulo Bento forever” e, logicamente, inviabilizada a possibilidade de contratação de um técnico experiente e categorizado.Contudo, e segundo os jornais da especialidade, ficámos a saber que, mesmo “diminuto” o ordenado de Paulo Bento consegue superar bastante o salário de Jorge Jesus, como técnico do rival Benfica, que só verá os seus proventos aumentos, através de prémio adicional, se vencer a Liga.
De facto, estamos na presença de mais uma falácia fomentada por dirigentes que, para além de empregarem algum do seu tempo na auto promoção, servem-se do “baixo orçamento” e das poucas disponibilidades financeiras para justificar uma gestão ruinosa, em termos desportivos, mas não impeditiva de conceder prémios de desempenho a uma equipa técnica, com remunerações acima da média, que na última época nada venceu.
Por outro lado, e contraditoriamente à situação de pouca abastança em que o clube vive, a Administração prossegue a sua politica de contratação de futebolistas ao futebol inglês (Caicedo), italiano (Grimi) e espanhol (Ângulo e Matais Fenandez) engrossando os encargos salariais, quase sempre, não correspondidos devido à duvidosa categoria futebolística patenteada por tais elementos.
Os “brilhantes gestores” que se encontram, presentemente, à frente dos destinos do Sporting ao escudarem-se, continuamente, no “baixo orçamento” para além de se desresponsabilizarem de uma gestão convincente, estão a “branquear” os maus resultados da equipa de futebol, colocando em segundo plano a incompetência e a inexperiência reveladas por Paulo Bento.
Os dirigentes leoninos, numa atitude só justificada para ocultação da inépcia e incapacidade, têm, sistematicamente, se servido da argúcia para iludir adeptos, encobrindo o treinador do futebol e desvalorizando um plantel formado por jovens talentosos e internacionais experientes, que o único “pecado” que cometeram foi a inadaptação a um modelo de jogo, gasto por quatro temporadas, onde as ideias do técnico não foram além de um fastidioso “losango”.

Era uma vez um rei muito vaidoso que gostava de andar bem vestido. Um dia, dois alfaiates intrujões convenceram-no de que tinham um tecido, de muito boa qualidade, que só os tolos não eram capazes de o ver. Com o objectivo de distinguir entre as pessoas inteligentes e as idiotas, que frequentavam a sua corte, o rei logo solicitou um fato com o novo tecido.
O tempo ainda é um bom conselheiro. Que o digam os poucos associados benfiquistas que votaram, nas últimas eleições, no candidato nortenho da TvCabo. De facto, se Bruno Carvalho tem vencido as eleições do clube da Luz a sua primeira escolha, para técnico da equipa de futebol, teria sido Carlos Azenha. Técnico “chicoteado” à 4ª jornada, pelos péssimos resultados conseguidos no V. Setúbal.

Mais um livro que, em tempo de férias, se lê de um folgo.